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Não quer matar animais no seu curso?
Conheça a Objeção de Consciência
Alguns cursos como Biologia, Medicina Humana ou Veterinária, Nutrição,
Odonto, Farmacologia e outros, ainda exigem o uso prejudicial de animais. Se
você não sabia que tal uso de animais fazia parte de seu currículo, e se
você percebe que tal uso entra em conflito com suas convicções pessoais,
então esta parte do site poderá lhe ser muito útil.
Além de você poder contar com nossa ajuda através de e-mail, os textos de
apoio aqui disponíveis poderão lhe dar uma boa idéia de como expor sua
objeção com clareza e criatividade, além de ter uma idéia de como a lei se
posiciona diante deste uso.
Garantir métodos e abordagens substitutivos humanitários ao uso prejudicial
de animais não é sempre fácil, mas existe um crescente número de professores
que reconhecem a liberdade de consciência dos estudantes, e que também
procuram por uma educação humanitária de alta qualidade.
> Como proceder com sua objeção?
> Solicite formalmente sua objeção!
> Textos de apoio
Como Proceder com sua Objeção
Descubra a situação exata
Seja ativ@. Não espere ser perguntad@. Fale com seu professor ou coordenador
de curso o mais cedo possível. Descubra quando e como os animais são
utilizados no curso que você escolheu. Pergunte que espécies de animais são
utilizadas, quantas e para que finalidades. Pergunte se existe uma política
de escolha, se outros recursos são oferecidos e, se sim, como e quais são?
Decida onde você se posiciona e quais seus motivos.
De acordo com sua ética pessoal, onde exatamente você traçaria uma linha em
relação ao uso de animais? Esteja apt@ a defender sua posição. Leia! Decida
o que é um recurso substituível aceitável. Certamente você deve requerer uma
prática educacionalmente válida, com tempo equivalente, que exija esforço,
qualidade de aprendizagem e crédito acadêmico. Você pode começar só, mas
pode haver um aumento em número de pessoas que dêem apoio. Tente descobrir a
sua volta se estudantes sentem o mesmo que você. Obtenha o apoio de amig@s e
de professores. Contate a 1R quando precisar de apoio. Analise até
onde você estaria dispost@ a ir para lutar pelo que acredita: se uma solução
cooperativa ao problema não pode ser alcançada, então talvez seja necessário
adotar uma tática mais direta.
Converse com seu professor
Com calma, mas com firmeza, explique a seu professor que a prática com
animais entra em conflito com suas crenças éticas, morais ou espirituais.
Explique que você quer aprender, mas sem ter que matar animais. Peça
especificamente por um bom recurso substitutivo, uma vez que você não quer
participar da prática com animais e quer encontrar uma solução razoável para
o problema. Não deixe que seu professor @ intimide: você se baseia em seus
sentimentos e perspectivas. Mas não seja arrogante, e esteja preparad@ para
discutir a questão. Antecipe o que seu professor pode perguntar. Se seu
professor está aberto à mudança, e você afirma que pode usar um outro
recurso que julga mais conveniente, então peça por uma confirmação em
escrito. Se a resposta for negativa, então você precisa apresentar seu caso
com mais profundidade. É bom que você guarde toda papelada que você adquirir
durante o processo. Inclua as ações que você tomou, as datas dos encontros e
reuniões, as pessoas envolvidas, temas de debate e decisões tomadas. Não
esqueça: mantenha sempre com você cópias de toda papelada e de todo material
relevante.
Informe-se!
Entenda o conceito e prática da educação humanitária, e esteja atent@ a
cursos de outras universidades que permitem que os estudantes escolham e
ofereçam outros recursos, ou que simplesmente não usem animais.
Familiarize-se com os métodos substitutivos disponíveis e das questões
acerca do seu uso, como seu potencial educativo, custo e qualidade, e de que
tipo de equipamento necessita (se requerido). Descubra os detalhes dos
objetivos da prática. Proponha uma prática, ou uma combinação de recursos,
que possa substituir o uso de animais, e que encontre os objetivos da aula.
Descubra quais os procedimentos formais para se resolver isso. Pergunte a
alguém da universidade, ou com a 1R, sobre detalhes de pedidos à
comitês de ética, diretórios estudantis, e das possibilidades de se eximir
formalmente do uso de animais. Procure conseguir o apoio de seu Centro
Acadêmico ou Diretório Central de Estudantes. Comece com o processo agora,
se for mais apropriado. Informe-se da legislação
nacional ou internacional que possa apoiar a sua decisão.
Submeta seu caso
Apresente ao professor um pacote de informações que inclua sua posição e
requisição, sua proposta para a substituição com detalhes dos recursos
possíveis, e todas literaturas relevantes. Copie o material para o chefe de
departamento, diretor, e a quem lhe der apoio, explicando toda a situação.
Se sua requisição der resultados, parabéns! Peça sempre uma confirmação.
Pressione!
Se a resposta ainda é negativa, então você deve pressionar. Se encontre com
simpatizantes para discussão. Vá ao diretor do Centro ou mesmo à reitoria.
Comece com procedimentos formais como apelações de revisão pelos comitês ou
colegiado de curso, se você não tiver feito ainda, e parta para organizações
nacionais relevantes relatando que seus direitos ainda são negados. Informe
às organizações civis de sua situação, e mantenha contato com a 1R.
Torne público o problema: use o jornal de sua universidade, e a imprensa
local e nacional. Procure por palestrantes e promova debates relacionados à
bioética, uso de animais e direitos estudantis. Faça abaixo-assinados. Se a
pressão trouxer mudanças positivas, parabéns!
Considere a ação legal
Se a universidade ainda se nega a respeitar seus direitos, e se você está
preparad@ a continuar, então existe a opção pela ação judicial. É possível
levar sua universidade à justiça federal, e muitos estudantes na Alemanha e
Estados Unidos tem ganho tais casos. No Brasil, o caso do estudante Róber
Bachinski, da UFRGS, é um exemplo de como este tipo de ação pode dar certo.
Considere cuidadosamente o tempo, dinheiro e energia necessários para tal
ação.
Solicitação formal de alternativas para estudantes que
objetam ao uso de animais
Um modelo de pedido que pode ajudar você a defender seu
direito de não participar de aulas que envolvam o sacrifício ou o sofrimento
de animais para finalidades didáticas agora está disponível para download no
site da 1R.
Este pedido pode ser encaminhado ao professor responsável pela disciplina
que requer a prática com animais da qual você está objetando, ao diretor, coordenador do centro, ou
ao Comitê de Ética no Uso de Animais de sua instituição. Pondere sobre
a melhor opção (no caso do professor ser intransigente, encaminhe a uma
instância superior), mas em qualquer caso, não esqueça de protocolar o
pedido, para oficializar seu posicionamento. O protocolamento deste
documento gera um processo oficial dentro da instituição, tornando-o mais
legítimo.
Lembre-se de enviar este pedido com boa antecedência, e por favor mantenha a
1R informada do andamento de seu caso.
Faça o download do arquivo:
Solicitação para objeção de
consciência (doc/40Kb)
Textos de Apoio
> Saiba mais sobre a objeção de
consciência
>
O que há de errado no uso de animais
>
Saiba mais sobre o que são
substitutivos
>
As finalidades do uso didático de
animais e a vantagem das alternativas
> O que diz a lei brasileira sobre o uso de animais para finalidades
didáticas?
> A técnica cirúrgica na medicina humana |