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Notícias
 

O uso de simuladores no ensino de cirurgia torna o cirurgião mais rápido e melhor em sua prática, como mostra um estudo dinamarquês.
BBC News, 14 de maio de 2009
http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8050633.stm

A pesquisa

Ao contrário de muitos países, o uso de simuladores não é uma parte formal do processo de aprendizagem. Mas a equipe do Hospital Universitário de Copenhague disse que deveria ser, após monitorar a performance de 24 jovens médicos que praticavam cirurgia laparoscópica.

Os pesquisadores dividiram os médicos obstetras e os ginecologistas em dois grupos – um com o treinamento tradicional de trabalho com doutores e tutores, e outro suplementado com sete horas de treinamento em simuladores. Eles encontraram que aqueles que usaram os simuladores foram duas vezes mais rápidos, levando 12 minutos para completar uma intervenção cirúrgica no paciente. Também aplicaram procedimentos de maior qualidade, de acordo com um sistema de pontuação usado para julgar a qualidade do trabalho.

“O treinamento em simuladores deveria ser incorporada no currículo para todos aprendizes de cirurgia antes que eles embarquem em procedimentos reais em pacientes. Isto pode potencialmente melhorar a segurança do paciente e a eficiência da operação”, diz o principal pesquisador Christian Rifbjerg Larsen.

A pesquisa foi publicada no British Medical Journal, e chega logo após o pedido do Dr. Liam Donaldson, médico-chefe inglês, de mais treinamentos simulados no NHS (Sistema Nacional de Saúde). Em seu informe anual, publicado em março, ele afirma que simuladores “reduzem erros e tornam a cirurgia muito mais segura”.

Indicadores

Simuladores já são usados no NHS para quase tudo, da prática cirúrgica à administração de drogas. Mas ao contrário de outros países, como Israel, não há indicadores estritos do tempo que deve ser destinado nesta tecnologia.

A Associação Médica Britânica é simpática ao uso crescente de simuladores, embora afirme que o treinamento real em pacientes com supervisão não deva ser comprometido.

Roger Kneebone, especialista em educação cirúrgica do Imperial College London, concorda: “A simulação oferece benefícios óbvios. A realidade virtual pode prover recriações anatômicas realísticas de muitas operações”. Mas adiciona que o treinamento de cirurgiões também demanda o desenvolvimento de habilidades de comunicação e liderança, assim como estar preparado para o inesperado – o que requer treinamento diferenciado para os simuladores.

O Ministro da Saúde Lord Darzi disse que a qualidade do treinamento é essencial. “Em minha carreira como cirurgião eu vi o enorme benefício que as inovações no ensino de cirurgia tornaram possível, então estou satisfeito e não surpreso com estes resultados. Estamos trabalhando com colegas do NHS para desenvolver novas estratégias de treinamento baseado em simulação, de forma a garantir o melhor treinamento para médicos e a melhor qualidade de cuidado para nossos pacientes”.

Treinamento prático

O Colégio Real de Cirurgiões (CRC) inaugurou recentemente uma unidade de habilidades clínicas, onde uma ampla gama de técnicas de simulação são ensinadas, de simples modelos plásticos, onde os estudantes podem praticar suturas, à uma sala de simuladores de operações.

O presidente do Colégio, John Black, disse: “A unidade vai mudar a forma como o treinamento cirúrgico é feito na Inglaterra. Tradicionalmente, a mensuração de performance na sala cirúrgica tem se concentrado apenas nos cirurgiões. Enquanto habilidades técnicas e destreza são críticas ao sucesso das operações, também são o trabalho em equipe, habilidades de comunicação e qualidade de liderança. Temos aprendido de outros setores, como o da aviação, que muitos erros são devidos a fatores humanos, e isso é também verdade para a cirurgia. Temos, então, colocado maior ênfase no treinamento de toda equipe médica”.

Aqui, o açougueiro Joe Brennan, e o cirurgião aprendiz Tom Palser fazem cirurgias laparoscópicas em realidade virtual. Dr. Mike Larvi, Diretor de Educação do Colégio Real de Cirurgiões monitora o processo.

Manequim simula problemas médicos
BBC News,  6 de maio de 2009
http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8034809.stm

Quando entra-se num hospital, você quer ter certeza que a pessoa que está cuidando de você sabe exatamente o que deve fazer em caso de uma emergência.

Uma das melhores formas de aprender e atualizar as habilidades médicas é através da simulação, o que não é ainda uma parte central do treinamento de médicos no NHS inglês ou escocês. Isto se dá em detrimento da nova geração de manequins médicos, considerados sofisticados .

O Dr. Jonathan Smart, da Laerdal Co., que trabalha com simuladores há 50 anos, mostra a última invenção, o SimMan 3G.


 


Comentário da 1R sobre o protesto de estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
1R, 21 de maio de 2009

Leia sobre o protesto, que mobilizou cerca de 300 estudantes de medicina veterinária da UFU, a favor das aulas práticas com animais na disciplina de técnica operatória.

 A proibição de aulas práticas é algo indesejável na formação do médico veterinário, assim como de qualquer outra profissão da área da saúde ou biológica. Neste sentido, a manifestação dos estudantes em Uberlândia é legítima. A situação na UFU tem como pano de fundo uma questão eminentemente legal, de forma que esta proibição não foi resultado de um processo que envolveu os estudantes. Pelo contrário – os privou de um rico debate que deve antecipar qualquer tentativa de superação das aulas práticas com animais. O mérito desta questão não vem ao caso no momento, importando, numa primeira análise, o abandono das “aulas práticas” em função de tal proibição.

 No Brasil, a prática com animais na formação do veterinário é amplamente difundida, de forma que pensar em “outra prática” exige, necessariamente, uma nova forma de pensar. É bastante provável que os estudantes foram incentivados por seus professores a se manifestarem pela volta às práticas com animais, assumindo o discurso da inevitabilidade das mesmas em animais vivos. O que se desconhece, também de forma generalizada no País, são os recursos substitutivos no ensino da medicina veterinária. Por falta de conhecimento e informação sobre tais recursos, o discurso  dominante carece de qualquer tipo de fundamentação. A tese de que "é impossível aprender a operar em um cadáver ou em um boneco, porque com animais vivos podem acontecer imprevistos, como uma hemorragia" assume o desconhecimento de instrumentos e abordagens que atualmente dão conta deste aprendizado em muitos países e em cada vez mais escolas de medicina veterinária no exterior, e mesmo no Brasil, como no caso da FMV-USP. Seja no caso de abordagens, como o estudo clínico em pacientes animais reais mediante severa supervisão de um veterinário responsável, ou de instrumentos que permitem a perfusão de sangue artificial em cadáveres ou órgãos, assim como de técnicas eficientes de conservação destes, o leque de metodologias é amplo, mas infelizmente desconhecido.

 Os estudantes estão corretos em exigirem aulas práticas, mas cometem um grave equívoco ao reproduzir o pensamento hegemônico instituído há muitos anos nestes cursos. Não são apenas técnicas que estão em jogo. São valores. A morte deliberada de animais, nestas condições, é incompatível com qualquer ato de amor.

Para maiores informações sobre o uso de animais na veterinária, acesse a monografia da veterinária Giselly Castro Moraes, disponível online no site da 1R. Veja também a seção de literatura online.


Estudantes de medicina veterinária da UFU protestam pela volta às aulas práticas com animais.
A combinação de amor e morte é trágica... (foto: Bebeto Oliveira)


InternicheBrasil/1R comemora 10 anos
Comunicado de 4 de maio de 2009

Há 10 anos atrás o site da InternicheBrasil estava indo ao ar, numa versão bem mais modesta e simples. De lá pra cá seu conteúdo foi sendo ampliado, e hoje, como 1R, é o maior portal em língua latina dedicado exclusivamente a promoção da educação humanitária, com informações que servem ao estudante, ao professor, e aos interessados em transformar a educação científica superior para melhor: tornando-a efetivamente crítica e eticamente sustentável. Segundo estatísticas do provedor, o portal recebe uma média de 200 visitas por dia, e se tornou uma referência nacional e internacional na implementação de metodologias substitutivas ao uso prejudicial de animais no ensino.

Em comemoração aos 10 anos de InternicheBrasil, nada melhor que informação gratuita e acessível. Neste sentido disponibilizaremos ao longo do ano materiais importantes que dizem respeito à substituição do uso de animais. Assim, já estão disponíveis os vídeos Alternativas na Educação: novos caminhos para um novo milênio, produzido pela Interniche há 10 anos. Ele se encontra no youtube, no formato para download, e em DVD. Outro recurso importante também disponível é o livro A verdadeira face da experimentação animal: sua saúde em perigo, de autoria dos biólogos Sérgio Greif e Thales Tréz, lançado pela ONG Fala Bicho em 2000, e atualmente esgotado. O livro foi escaneado e está disponível para download em PDF. E finalmente um importante capítulo do livro From guinea pig to computer mouse foi traduzido e está disponivel. Nele se encontra um catálogo sobre as novas tecnologias disponíveis para ensino, para as distintas áreas de conhecimento. Informações sobre aquisição, preço, contato e outros detalhes estão todos contidos neste capítulo, que é a parte mais volumosa do livro. Vale lembrar que o restante do livro já está disponível online.

Ao longo do ano estaremos colocando mais materiais à disposição. Fique alerta. Cadastre seu email para manter-se atualizado com as novidades.

Para acessar o vídeo, clique aqui.
Para acessar o livro, clique aqui.
Para acessar o capítulo, clique aqui.


Empresa brasileira lança manequins e simuladores para treinamento de habilidades clínicas

A empresa 3 Bijou lança no mercado manequins e simuladores para o treinamento de incisão, sutura e acesso venoso, sendo este último voltado para a veterinária.  Clique nas imagens abaixo para ampliar. Os telefones para contato são (11) 2621-1078, (11) 2621-2236 ou (11) 7860-5249. Mencione a 1R aos produtores.

Se você é produtor de instrumentos ou recursos que possam substituir o uso de animais no ensino e tem interesse em divulgá-lo em nosso site, por favor, contate-nos.  Além de ser um site com uma média de 300 visitas diárias, você não pagará nada pelo anúncio.

Saiba mais sobre recursos alternativos.


Estudante de veterinária da maior universidade da américa latina, a UNAM, se recusa a matar animais e é atendido pela universidade

Natalia Gómez Quintero
El Universal
Miércoles 25 de marzo de 2009
natalia.gomez@eluniversal.com.mx
(http://www.eluniversal.com.mx/sociedad/2341.html)

Arturo González se negó a aplicar la “eutanasia” a una gallina y logró el apoyo de autoridades de la UNAM

Querían obligarlos a matarlas pero ellos estaban decididos: no lo harían. Llegaron al salón y, de inmediato, los maestros les advirtieron que reprobarían por negarse a aplicar el método de la “eutanasia”. Y los expulsaron de la clase. Eran cinco estudiantes de la Facultad de Veterinaria de la UNAM que, por objeción de conciencia, se negaron durante su curso de Metodología Diagnóstica a simplemente “matar por matar”, sin anestesia, a gallinas sanas. Para ellos era una gran contradicción pues la eutanasia, que acelera la muerte del ser que sufre a consecuencia de males de salud, se realiza a desahuciados. Este no era el caso.

Ese 10 de septiembre de 2007, además de que 10 gallinas fueron sacrificadas, se gestó el inicio de una pequeña batalla emprendida por Arturo González, que a la par de luchar por los derechos de los animales peleó por una norma asentada en el Código de Ética de los Médicos Veterinarios Zootecnistas: no realizar actos que les causen daño emocional o que atenten contra sus principios y su propia conciencia, aun cuando se los solicite una autoridad, un cliente o un profesor.

¿Pero cómo un estudiante de veterinaria se iba a negar a matar a un animal durante una práctica? ¿Cómo iba a aprender si no era quitándole la vida a otro ser, como tradicionalmente se realiza en la institución?

Para Arturo González, ahora de 23 años, es posible respetar la vida de los animales y, al mismo tiempo, desarrollar las habilidades que un médico veterinario debe tener.

Utilizar un video donde se muestre la técnica a desarrollar, utilizar un software interactivo, conseguir modelos de anatomía clásica, utilizar gallinas plastinadas que son flexibles y abordar casos clínicos reales de gallinas enfermas que realmente necesiten un método de eutanasia son algunas de las posibilidades que Arturo considera pueden llevarse a cabo en las prácticas estudiantiles.


Rebeldes con causa

La lucha de Arturo, que va más allá de aprobar una materia, consiste en cambiar el método de enseñanza habitual en el que se maltrata y hace sufrir a los animales sin sentido. Este joven llevó estos argumentos y la defensa de su derecho de objeción de conciencia al Consejo Técnico de su facultad, instancia que el 23 de octubre de 2007, luego de casi un mes de los hechos, falló en favor del estudiante.

Para su defensa, Arturo recurrió a la legislación existente, tanto nacional como internacional. Retomó el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos firmado por México, donde se señala que nadie será objeto de medidas coercitivas que puedan menoscabar su libertad de tener o de adoptar la religión o las creencias de su elección, así como manifestarlas en público como en privado, mediante el culto, la celebración de los ritos, las prácticas y la enseñanza.

Arturo, estudiante de séptimo semestre en ese entonces, estaba dispuesto a llevar su caso a instancias extraescolares. Y lo dejó claro al incluir, en su exposición de motivos, el artículo 46 de la Ley de protección a los animales del Distrito Federal, que señala que ningún alumno podrá ser obligado a experimentar con animales contra su voluntad, y el profesor deberá proporcionar prácticas alternativas para otorgar calificación aprobatoria.

En el mismo artículo se advierte que quien obligue a un alumno a realizar estas prácticas contra su voluntad podrá ser denunciado.


Ya no matan gallinas en clase

La determinación de Arturo de llevar su caso a instancias legales orilló al Consejo Técnico a dar un fallo en favor de la causa de los cinco estudiantes. Les garantizaron por escrito que no serían afectados en sus calificaciones.

Sin embargo, Arturo considera que la decisión de este órgano no tuvo la fuerza suficiente como para sentar un precedente y resolver casos similares en la Facultad. Pero también reconoce que dieron un paso adelante en la lucha por los derechos de los animales. A casi dos años de este levantamiento, hoy existe un procedimiento no escrito: en la clase de Metodología Diagnóstica no se obliga a los estudiantes a matar a las gallinas y se pueden llevar anestésicos para practicar la eutanasia.

Cuando el caso de Arturo llegó al Consejo Técnico ya era identificado por algunos profesores. Unos meses antes, sin saber qué significaba objeción de conciencia, el estudiante propuso ante la misma instancia que en Virología, donde se programan prácticas con “animales de laboratorio” (uno o dos huevos con un embrión de pollo vivo por alumno o una rata), se modificara el “Texto y Cuaderno de Trabajo Laboratorio de Virología”.

“En un análisis que hice sobre el manual de Virología argumenté cómo modificando cinco prácticas se salvarían cerca de 3 mil animales al semestre (ratoncitos y embriones de pollo)”, cuenta Arturo.

Todo este esfuerzo lo hizo con el objetivo de que se dejaran de utilizar embriones de pollo vivos, o en su defecto se redujera significativamente la cantidad de estos animales en las prácticas pues, argumentó, carecen de bioética en cuanto a la utilización de animales en una cantidad excesiva e innecesaria, y hasta cierto punto inútil.

En ese caso, aunque Arturo no estaba asesorado legalmente, sí logró reunir 200 firmas de compañeros que lo respaldaban en esta solicitud generando con ello que hubiera una disposición para que la forma de hacer las prácticas se cambiara. Sin embargo, hasta la fecha no se han modificado los procesos, pues algunos profesores argumentan que las alternativas no son suficientes.

El alcance de estos actos de objeción de conciencia ha llevado a académicos a identificar de manera sarcástica a la generación de Arturo como la que “no quiere hacer las cosas”. Pero Arturo se defiende y dice: “No es no querer hacer las cosas, sino hacerlas diferente y sin modificar el resultado de la buena calidad de la enseñanza”.

Incluso, una vez resuelto su caso de objeción de conciencia, autoridades de la Facultad le indicaron de buena manera que “si Veterinaria no es lo tuyo, te asesoramos para que te cambies de carrera”.

Pero no, Arturo tiene claro que Veterinaria es lo suyo. Hace unas semanas tuvo que matar a un borrego. Su muerte estaba justificada, dice, pues tenía varios tumores e insuficiencia respiratoria. “Después de que el profesor le aplicó la pistola de perno cautivo que sólo insensibiliza al animal, le corté la yugular y le di un fin digno. Es parte de mi trabajo que siempre lo desarrollaré con respeto a otro ser vivo, aunque su vida, como la de las gallinas, cueste 40 pesos”.

 

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